terça-feira, 13 de outubro de 2009

O AZAR DO PRINCIPIANTE

Zeadão era até um rapaz bem apessoado. Mas desde menino tinha um defeito: era sempre o sabe-tudo, era ele quem sempre dava a palavra final em qualquer assunto. Se alguém iniciava um papo, Zeadão entrava no meio, falando, ensinando, monopolizando as atenções. Não teria problema, se as suas opiniões fossem estribadas em conhecimento. Mas ocorria que , desde que aprendera a falar, descobrira que precisava de auditório, tinha necessidade de alardear seus feitos e através de palavras escolhidas, levava a verdade para onde queria, em manipulação desavergonhada. Seria o caso de fazer carreira na política nacional, quem sabe, chegar ao Senado, mas morando em uma pequena cidade, o máximo que conseguiu foi afastar de si algumas pessoas, que enxergavam nele o que era: fraco, mentiroso e fanfarrão. O rapaz até arranjava namorada, mas a moça logo se cansava de ouvir lorotas e passar vergonha na festas, onde o nosso herói ensinava de tudo, desde conserto de carros, (embora não tivesse um) à melhor maneira de espremer furúnculo e como proceder para caçar tatu e viado... Bom, um belo dia, Zeadão decidiu que ia ser fotógrafo. Era a profissão ideal, pois seria visto por todos, estaria em todas as festas e ganharia uns caraminguás para as despesas. Zeadão arranjou uma Kodak antiga e começou a fotografar as pessoas, as paisagens, os animais. Continuava um chato de galochas, mas as pessoas se conformavam, pelo menos enquanto fotografava, estava ocupado, o que livrava os ouvidos alheios de explicações sobre como os astronautas se livravam de dejetos no espaço ou como o alpinista se sentia ao escalar o Himalaia. Pois é, depois de um certo tempo, o rapaz conseguiu realizar o sonho de adquirir uma máquina fotográfica profissional. E treinava, esperando ansiosamente o momento de cobrir uma solenidade, uma festa, e inaugurar uma carreira promissora de fotógrafo que talvez fosse até para o exterior, fotografar as estrelas de Hollywood! E o Zeadão, em seus delírios megalomaníacos, sonhava com a glória e a fama, embora ainda não tivesse cliente nem para foto três por quatro. Mas aí, a roda do destino girou e tudo parecia sorrir para Zeadão: haveria um casamento na cidade vizinha, era a filha do prefeito que ia contrair núpcias, o fotógrafo adoecera e alguém se lembrara do nosso herói. Feliz da vida, Zeadão se vestiu com apuro, calça jeans nova, camisa xadrez, sapatos engraxados e foi à luta. Chegou á igreja e se colocou orgulhosamente na entrada, para fotografar a chegada do noivo, da noiva, dos convidados... Aí sentiu a primeira pontada na barriga. Ah, não que coisa, não podia se afastar dali, ou perderia os lances do seu primeiro trabalho. Bem que sua mãe lhe dissera para não tomar aquele caldo de mocotó quente e gorduroso, mas ele teimara. A dor na barriga aumentou. O fotógrafo suava. Rindo amarelo, começou a fotografar, o noivo entrava na igreja, a noiva chegava no Ford do pai, todos vestidos com aprumo. Tinha que ir ao banheiro, mas não queria perder nada do seu primeiro trabalho. Decidiu fotografar a entrada da noiva, e depois procurar um local para se aliviar.
E aí aconteceu: a coisa desceu de vez, e ele sem-graça, percebeu que havia sujado as calças. Apavorado, com medo de que as pessoas percebessem, saiu pela porta lateral e foi para o fundo da igreja. Alcançou a sacristia, e procurou o banheiro. Descobriu que estava trancado. Desesperado, procurou um pano para se limpar. Aí avistou a alva, aquela veste branca que o padre usa para celebrações. Arrancou a veste do cabide e enfiou-a na parte traseira da calça, limpando como podia, freneticamente, pois a celebração já havia começado. Atirou a peça atrás da porta e voltou à igreja, reiniciando o trabalho. As pessoas viravam a cabeça, incomodadas pelo cheiro horrível. Tentando não chegar muito perto, Zeadão tirou mais fotos até a saída da noiva e ao invés de ir para a festa, sumiu no mapa. Dizem que foi para o Rio de Janeiro e se juntou a um circo. Se parou de contar vantagens, eu não sei. Mas nunca mais tomou caldo de mocotó quente. Em se tratando de trabalho, sabe que é perigoso, muito perigoso... E nada mais digo.

_______________________________________________

plenilúnio
( Gabriel Bicalho)
pelos becos
gatos catam
migalhas
de estrelas

prateadas sombras
se locomovem
no solene silêncio
da pobreza nas ruas

marquise estreita:
alguém se deita
_______________________________________________________________

ZOOM -Então é no Rio de Janeiro, onde a população de menor poder aquisitivo pena com a violência e a falta de transporte decente, que vai acontecer a Olimpíada? Sei... Z Abraços para Nilmar Lage, Jaque Gabriel, Tom e sua mãe Isabel, Z Gente, palavrão em livro dIdático é coisa inadmissível! Que irresponsabilidade da parte de quem indicou tais livros, e pior ainda, da Secretaria de Educação, que os colocou nas escolas mineiras. Eu, hein! Z Meu amigo Rubem Leite me leu um conto lindo, por telefone. Tinha acabado de escrever e resolveu compartilhar comigo! Uau, muito bonito e instigante! Z Coitado do Barack Obama; esse Prêmio Nobel da Paz vai ser sacudido no nariz dele toda vez que tiver que tomar uma atitude para defender o ImpérioZ Um abraço especialíssimo para Olga, Juliana, Clérie Simone, Aparecida, Madalena, Irlaine, Wilson, Ana Paula, Amélia, Júlio, Marilza, Niuza, professoras da Escola Municipal Hermes de Oliveira Barbosa de Pedra Branca, onde contei histórias pelo Dia da Criança. Foi muito bom! Z Você ainda tem tempo para participar da Jornada de Literatura do CLESI. As inscrições foram prorrogadas, por causa da greve dos Correios, até 15 de outubro Boa sorte! Z Aquele rapaz de dois metros foi passar o feriado na Oktoberfest, em Santa Catarina.. Vidão! Z Um dia cheio de bênçãos, com poemas de Machado de Assis e som de Nana Caymmi. Um risoto de galinha, bem colorido e apimentado, caldo de cana e pudim de pão, e muita saúde para enfrentar as rebordosas, são os meus votos. Z Au Revoir

terça-feira, 6 de outubro de 2009

COROAI-ME DE ROSAS, UM LIVRO ESPECIAL

“De perto, nenhuma família é normal.”
(Dostoiévski, em Crime e Castigo)

“De perto, ninguém é normal”.
(Caetano Veloso em Vaca Profana)

Sim, se há mais coisas entre o céu e a Terra, do que sonha nossa vã filosofia”, o ser humano constitui o maior mistério do Universo. Apesar de todo o avanço da Ciência, apesar de todas as descobertas, o homem e seu cérebro ignoto estão aí, como a esfinge, propondo o enigma “decifra-me ou te devoro”. Tratados e mais tratados científicos nos explicam o que já sabemos, ou seja , o cérebro humano é um intrincado conjunto de possibilidades das quais conhecemos pouco ou nada. Não se achou ainda porque algumas pessoas apresentam diferenças de compreensão e comportamento e as teorias falam, mas não dizem tudo. Neste 4º Salão do Livro, que trouxe tanta coisa boa, oficinas, lançamentos de livros, palestras, teatro, movimentação de alunos e professores e do público em geral, tive uma experiência fascinante. Desta vez, eu não participei de tudo, porque o nervo ciático resolveu se manifestar, justo nos dias da festa! Fiquei de molho, curtindo dor, já encomendei uns joelhos novos, uma coluna idem, e um fêmur estalando de novinho, pra fazer umas mudanças aqui e parar de sentir tantas coisas advindas do passar dos anos! No entanto, antes de a coisa engrossar, eu fui ao lançamento do livro “COROAI-ME DE ROSAS”, no Teatro Zélia Olguin. Pouca gente, mas uma discussão importantíssima: a autora. Rosimara de Mont’Alverne Neto é portadora de esquizofrenia. Conduzindo o debate, Rosana de Mont’Alverne, contadora de Histórias, fundadora da Editora e Instituto Aletria, e irmã da autora. Opinando com maestria, a escritora e psiquiatra Angélica Vaccarini nos deu informações preciosas sobre os portadores de sofrimento mental. Pois é, a cada dia percebemos a preocupação da sociedade, ou melhor, de parte dela, no sentido de integrar, socializar, e não mais segregar quem tem problemas mentais. A convivência com a família, com amigos, o tratamento supervisionado pelo médico, podem e fazem todo o diferencial na vida de quem tem problemas desse tipo. Que o diga Rosimara; cresceu como uma jovem “normal”, com muitos irmãos, aos 17 anos já estava cursando Direito na UFMG, formou-se, foi aprovada em concurso público e era chefe de gabinete de um importante tribunal, quando um dia teve um surto. Aí veio o tratamento, muito sofrimento, a ajuda da família, e da necessidade de externar o que se passa pela alma de uma pessoa com tais sintomas, resultou o livro. O prefácio é do escritor Bartolomeu Campos de Queiróz, que diz: “Ler Rosimara é se deixar sonhar com um riacho manso. As águas conversam com o sol e rolam claras na superfície. Mas, no mais fundo, elas vestem, de musgo e verde, antigas e pesadas pedras. A transparência do texto é tamanha que nos permite ver muito além das coisas. Ao questionar a razão, afirmando sempre ser propriedade do outro, e uma sociedade por não democratizá-la, Rosemara o faz valendo-se de uma escrita sensível, capaz de envolver o leitor cuidadosamente. Ela reconhece que as palavras nos fundam como humanos e o mundo é do tamanho do que cada um sabe dizê-lo.” Formada também em Letras, curso feito após o advento da doença, Rosimara enfrenta valentemente a vida, ajudada pelos medicamentos, pela família, pelos amigos leais. O futuro a Deus pertence. Sua parte é lutar e ela o faz com garra. Prazer em conhecê-la, Rosimara! Sua coragem renova a coragem das pessoas comuns! E nada mais digo!POESIA SEMPREOUTUBRO(João Dinato)Quando os teus olhosTocarem a primaveraJá serão os primeiros dias de outubro.Entre o mar e a serra Haverá caminhos de floresE as chuvas terão chegadoPara que uma lagoa reflita o céu de outubro...ZOOM- E agora o tema de todas as reportagens será a escolha do Rio de Janeiro para as Olimpíadas de 2010. Tudo bem, mas que não seja para varrer a sujeira para baixo do tapete e fingir esquecer os problemas nacionais. - Parabéns a todos que lançaram seus livros: João Marcos, Micheline Lage, Wanda Galinari, Goreti Freitas... Muito sucesso! - Abraços para a poeta Lilá e Gesilda, Marizia Edith e para a professora Helena, do Colégio Angélica, também para a advogada Jesa Maria de Oliveira. - Pela segunda vez, o desabusado Berlusconi, primeiro ministro da Itália, chamou Barack Obama de “bronzeado”. Esse Berlusconi é mesmo um espírito-de-porco, ara! - Parece que as coisas em Fabriciano se acalmaram, em relação ao Parque Linear. Ainda bem, não é mais época de político ficar fazendo birrinha um com o outro, prejudicando os eleitores. - Motivado pelos equipamentos que vendem salgadinho e refrigerante, um empresário paranaense inventou a máquina que vende livros a baixo preço e está fazendo o maior sucesso por esses brasis afora. - E a novela da eleição em Ipatinga, quando será resolvida? Mistério... - Um dia cheio de beleza e alegria, com muita paz, versos de João Cabral de Melo Neto, poemas musicados com Djavan, almeirão com angu e feijão, com costelinha frita, hum, são os meus votos... Au revoir.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

LAMENTO IPATINGUENSE

Aqui jaz uma cronista
Que perdeu a inspiração
Ao saber da má notícia
Foi suspensa a eleição!

Não é possível, meu Deus
Pra que tanta embromação?
Olhe para os filhos seus
-É muita judiação!

Fazem da gente um capricho
Zombam da luz da verdade
É um grande desatino
O destino da cidade

Sai recurso, entra recurso
A eleição foi travada
Parece que a coisa pública
Está indo pra privada

Gente, que mesquinharia
Uma tremenda injustiça
A turma tá confundindo
Ipatinga com carniça

Valei-nos nessa pendenga
Senhor do céu e da Terra
Chega de dor e arenga
Senão a gente se ferra!

Assim dá até tristeza
Viver no Vale do Aço
Pois temos uma certeza
A gente não é palhaço!

E agora meus senhores
Que será dessa cidade,
De filhos trabalhadores
Sofrendo de ansiedade?

Resolvam nosso problema
Chega de complicação
Devolvam nosso sistema
Devolvam nossa eleição!

Esta terra dadivosa
Este drama não merece
Uma briga horrorosa
E o povo é quem padece

Da parte de toda a gente
Vou aqui anunciar
IPATINGA QUER SOMENTE
O DIREITO DE VOTAR!

E pra dizer a verdade
Se não for pedir demais
DEIXEM DE TANTA VAIDADE,
QUEREMOS PROGRESSO E PAZ!

(E NADA MAIS DIGO)

terça-feira, 22 de setembro de 2009

DE LEMBRANÇAS, LAMBANÇAS E COMILANÇAS

É uma graça quando, nas escolas que visito, falo para a meninada de hoje, como foi a minha criação. As crianças e adolescentes ficam muito espantados quando digo que cresci em povoados mineiros, mais longínquos do que o Reino Tão Tão Distante e que não havia geladeira, liquidificador, telefone, correios, televisão, jornais, revistas, computador... Uma vez um adolescente arregalou os olhos e me interrompeu, perguntando como eu me divertia. Aí então, comecei a falar das cantigas-de roda, do chicotinho queimado, do passa-anel, do boca-de forno, do pular corda e ouvir histórias e lendas que nos deixavam fascinados. Na verdade, os meus primeiros 10 anos de vida foram preenchidos com acontecimentos fantásticos, como viver em vilas de dupla jurisdição, no famoso “Contestado” entre Minas e Espírito Santo, ver muitas mortes por questões familiares e desavenças políticas, as intrigas entre os picapaus e corta-goelas, ouvir causos e histórias sem fim, ver pessoas que vinham de locais ainda mais distantes, trazendo um Estandarte e seus instrumentos musicais, cantando a Folia dos Reis... Eu me julgo muito afortunada por ter morado nos locais onde morei com minha família, em Mendes Pimentel e em vilazinhas abaixo de Mantena, chamadas Boa União e Tipiti, porque vi e vivi coisas que povoam os meus sonhos e lembranças até hoje, em episódios que volta e meia, divido com meus leitores. Hoje eu me lembrei da festa que era quando precisávamos de carne. Papai costumava dizer “alegria de pobre é no dia em que mata porco”. Razão lhe assistia, pois desde o momento em que eram consumidas as últimas porções de torresmo e as latas de banha estavam vazias, era hora de olhar o capado que iria para o sacrifício e preparar o cenário. Escolhida a vítima, urgia lavar latas, amolar as facas, rachar a lenha, arear os baldes e bacias de cozinha e esperar a madrugada. Então, um corajoso ia matar o porco, a machadadas ou a punhaladas, e salto essa parte, pois eu nunca fui capaz de matar nem galinha, imagine o que eu sentia ao pensar no “assassinato”. Mas como dizia mamãe, “consciência de égua em ruma de milho, não existe”, e morto o bichinho, a farra começava. Sapecava-se a pele do porco, para eliminar os pelos, usava-se água bem quente para lavar, raspando o que ficasse com a faca amoladíssima, até a pele ficar bem limpa. Depois, uma faca amolada cortava a queixada, e puxava a língua, até chegar à barrigada. O sangue era recolhido para fazer choriço, e a seguir lavava-se o animal e se separavam as metades. A barrigada retirada era levada ao córrego, separava-se as tripas com cuidado, para não estragar o redengue, separava-se a cagaiteira e a limpeza começava. Lavava-se as tripas muito bem, elas eram esfregadas com limão e fubá, viradas pelo avesso com o “pau de virar tripa” e só voltavam quando estavam limpíssimas. Eram penduradas e preparadas, as finas, para a lingüiça, as grossas para a murcela ou murcia feita com os miúdos ou “frussuras” ou o choriço , feito com sangue.
A esta altura, o miolo era amassado , passado no ovo batido, com muito tempero e frito, após o que cada trabalhador ganhava um pouquinho, pois era exclusividade de meu pai. As orelhas e pés eram raspados e aferventados para serem cozidos no feijão, ou seriam cozidos e transformados em deliciosa geléia, que era colocada em folhas de bananeira. Se você nunca comeu geléia de pé de porco, feita pelas mãos milagrosas de D.Inês, só posso lamentar sua desdita! O trabalho central era separar as carnes nobres, cortá-las para a fritura, além das mantas de carne que recebiam tempero à base de muito alho, quitoco, pimenta e eram colocadas na fumaça, dependuradas acima do fogão de lenha, para maturar. E a lembrança do quiabo com carne de fumaça, feijão e angu me persegue até hoje, hum... Os cortadores começavam a cortar o toicinho em pedaços miúdos, que eram fritos nas tachas e panelas grandes, e logo as latas estavam cheias de gordura da melhor qualidade. As costelas eram fritas e reservadas, a carne “mucissa” cortada em pedaços que eram fritos e guardados na banha, as peles eram fritas e tinham o mesmo destino. O bucho era limpo em processo similar ao das tripas e recheado, e depois frito e servido com arroz. Fazia-se uma mini-forquillha com galho novo de laranjeira, que se adaptava à tripa que eram enchidas com carne moída ou cortada miudinho; para tirar o ar, furos eram feitos com espinhos de laranja, e toma um mundo de lingüiças também dependurada na fumaça. A gordura menos nobre era destinada ao fabrico de sabão, com mamoninha. Bom, era o dia todo trabalhando, mamãe comandava tudo, os meus irmãos e primos ajudavam no corte, as meninas ajudavam na fritura, todos nos divertíamos muito, a lambança que fazíamos comendo pele mal-passada na chapa do fogão e torresmo quente, (que mamãe fingia não ver, alertando para o inevitável piriri) era mesmo uma festa, o cheiro de carne frita nos enchia a alma de alegria por antecipação de gostosuras e nós nem sabíamos que nossa história, cheia de delícias, era “mais bonita que as histórias de Robinson Crusoé”. E nada mais digo, a não ser um agradecimento ao Criador por ter me proporcionado tantas experiências e ter me dado uma mãe com mãos que faziam milagres!
__________________________________________

EQUIPAMENTOS DE LINGUAGEM

( MAX MOREIRA, poeta de Cel. Fabriciano)

Abóbora d’água.
Carne de sol.
Feijão de corda.
Farinha de munho.
Manteiiga de garrafa.
Café de pedra.
Sal.
Panela de barro.
Facão Guarani.
Fumo goiano.
Canivete mundial.
Três quartos de pinga.
Carabina de ar.

Com a carga encilhada,
esporeio o cavalo de pau
E desapareço
nas colinas de veludo.
_________________________________________________________-

ZOOM – Um abraço especial para professores e alunos da E.E. Salvelino Fernandes, de Santana do Paraíso. Estivemos lá na sexta-feira, trabalhando com Contaçao de Histórias. Foi uma festa só. Agradeço ás crianças e adolescentes pelo carinho e cumprimento a pedagoga Dirce de Morais, pela garra. Z Um abraço do tamanho do mundo a todos os meus amigos que me visitavam na Biblioteca onde trabalhei por 6 anos. Estou aposentada e agora me acharão em casa, ou contando histórias pelas escolas de Ipatinga e de outros municípios. Z Abraços também para o diretor da Biblioteca, Fernando Mendes da Silva e a todos os colegas de trabalho Z Agradecimentos ao vereador Jair Morais de Oliveira, de Paraíso, que veio me buscar para que eu pudesse contar histórias para as crianças da Escola Salvelino Fernandes. Z E Lula dizendo que é portador de deficiência intelectual. Deu pra perceber?.ÓOOOOOOOOOH! Z As eleições de Ipatinga vem aí, em ritmo acelerado. Vamos lá, pessoal, caprichem na escolha!Z Na programação do 4º SALÃO DO LIVRO, de 28 de setembro a 5 de outubro, oficinas interessantíssimas, lançamento de livros, palestras e a presença de Ziraldo, Bartolomeu Dias Queiróz, Affonso Romanno de Sant’Anna, e muita coisa boa mais. Não perca, tudo acontecerá no Usicultura, no Shopping. Z Um dia com gosto de cravo e canela, com pernil assado, arroz branco, couve refogadinha, feijão preto com muito alho, e doce de figo de sobremesa. Poemas de Max Moreira, músicas de Djavan e fé para rebater as rebordosas, são os meus votos. Z Au Revoir

terça-feira, 15 de setembro de 2009

UM JOGADOR FRANCÊS

José Uchoa é paraibano. Empreiteiro atuando no ramo da construção civil, já realizou muitas obras por esses brasis a fora. E sabe histórias incríveis, como a que vocês vão ler agora. Conta Zé Uchoa, que, de certa feita, ganhou a concorrência.para construir uma ponte sobre o Rio Assu, na BR 304, trecho Natal -Mossoró. Certo final de semana, a cidade de Assu "ferveu’", com a expectativa de um jogo: o time da cidade ia enfrentar o time de Natal! Muita propaganda, falatório, ansiedade e afinal chegou a hora do jogo. No pequeno estádio, gente saindo pelo ladrão, a maioria de pé, sob um solaço de 40º, aguardava o início da partida.. Todo mundo estava lá, desde as autoridades até os mais simples cidadãos. Muita morena bonita, rapazes e moças aproveitando a ocasião para um flerte, pais com os filhos se lambuzando de picolé e sorvete, todos animados com a peleja esportiva. Para participar do evento, veio um locutor da Rádio Poty de Manaus, Zecão Rabicho, que prometia uma transmissão esplendorosa! Começa o jogo. O time do Natal ataca, o time local se move. Entre os jogadores de Assu, um se destaca: é um rapagão do cabelo vermelho, o centro-avante do time. O rapaz parecia um foguete. Driblava, negaceava, marcava de cabeça, fazia roubada de bolas, carrinhos e bicicletas. O locutor conferiu o nome do jogador e caprichou na narração: - "Bola para Dirran, passou por um, passou por dois, passou por três e chutou! Sen sa-cio-nal! Há tempos eu não via um jogador com tanto talento! Seu nome é Dirran! Que coisa incrível ouvintes da rádio Poty! Nasce uma estrela, no Olimpo do Futebol! É o novo Pelé!"- A torcida vibrava, enquanto o narrador se esgoelava , fazendo biquinho, ao pronunciar o nome do jogador fenômeno, DIRRAN!
A esta altura, o técnico do time adversário escalou quatro jogadores para marcar o Fenômeno. Mas nada adiantou. Dirran se esgueirava, desviava e seguia tocando a bola. O sarará fez um gol, prontamente anulado pelo juiz, que tinha vindo de Natal. A torcida vaiou, a mãe do juiz foi elogiada de todas as maneiras possíveis. A partida continuou. No segundo tempo, Dirran continuava com o mesmo ímpeto. Até lhe rasgaram a camisa, ( o juiz fingiu não ver) mas o jogador continou a fazer suas diatribes com a bola, para gáudio dos espectadores e do locutor Zeca Rabicho, que se esgoelava, sempre caprichando no biquinho ao pronunciar o nome em francês. - "Dirran, que espetáculo, minha gente, que loucuura! É um jogador francês, dando o sangue pela camisa do Assu.! Nasceu na França, mas joga como um brasileiro! DIR- RAN!. Atenção, torcida, este nome será muito falado neste país, estamos vendo um craque completo, grande jogador Dirran! NÃO ESQUEÇAM ESTE NOME!
Apesar dos esforços do Assu, o time de Natal levou a melhor, vencendo por 3X1, com a descarada proteção do juiz. Mas a torcida, fascinada pelo desempenho daquele jogador extraordinário, ao invés de vaiar, aplaudiu em delírio. O locutor saltou para dento do campo e abordou Dirran. Ia fazer uma entrevista com o craque francês, que certamente teria repercussão no país inteiro! . Dirran parecia meio encabulado. Zeca Rabicho fez logo as perguntas: "E aí Dirran, grande jogador, você brilhou! E então, há quanto tempo está no Brasil? De que local é sua família na França?
Para surpresa do radialista, o jogador ,respondeu meio sem graça: -" Minha famia é daqui mermo, sim sinhô. Nasci no Assu de Baixo, numa roça".
Espantado, o locutor disparou: - Como, você não é francês? E qual a origem de seu nome?
- Ô xente, - respondeu timidamente o rapaz - lá na roça ês me chama de C... de Rã. Mas como na rádia fica feio, não pode falá isso, a gente então abrevia e fala só "de rã"... (Até hoje Zeca Rabicho sai no braço quando lhe pedem notícia deste jogo, hi, hi, hi!)
E nada mais digo!
_________ _______________________________________________
ZOOM Abraços e agradecimentos pelo acolhimento na sede do 14º BPM, quando do lançamento do livro do Coronel Klinger Sobreira, à Cabo Nelma, Major Gonçalves, o comandante, xxxxx, Capitã Marcinelli, Coronel Vitoriano, Tenente Coronel Vidomar Fontoura eCoronel Carlos Roberto e Major Jacó.. Z A jovem cantora Ana Luiza, acompanhada por Murilão, fez o maior sucesso cantando no aniversário de Pedro Neves. Essa dupla vai longe... Z Depois a gente fica com raiva quando falam que somos atrasados. Como Francisco Neto noticiou, a Câmara Municipal de Salvador, já aprovou, em primeira votação, o título de cidadão soteropolitano para Michael Jackson! Ai, pobreza! Às vezes, somos mesmo um bando de maicoljecas! Z Abraços para Maria de Fátima Carvalho e seu marido José Danilo, para a professora Maria Elisia Santos, Hugo e Luciana Perdigão, e Amílcar, o Portuga, nesta terça.Z O poeta Vilmar Silva trouxe seu espetáculo poético ao Teatro Zélia Olguin., no domingo. Com ele, os argentinos Sebastian e Laia, que deram um show na leitura depoemas. Pena que não houve muito tempo para a divulgação do espetáculo! Z Foi linda a comemoração dos 70 anos do amigo Pedro Neves, em sua fazenda em Antônio Dias. Com direito a celebração na capelinha branca do local, e muitos abraços dos amigos. Cibele não conteve as lágrimas ao ler uma homenagem ao pai. Leila, Marcos Valério e Eliane, ajudaram a dar as boas vindas a todos, com a classe de sempre. Eu amo esta família! Parabéns, Pedro! Z Os gênios da literatura infantil, Bartolomeu Campos Queirós e Ziraldo, além do poeta Affonso Romano de Sant’Ana e muita gente boa estão na programação do 4º Salão do Livro. A data é 29 de setembro a 4 de outubro, no Usicultura, e você não pode perder Z Um dia feliz, com a presença de Deus em sua vida, sorrisos e carinhos dos seus, música de Dudu Nobre, poemas de Wilmar Silva, aquela macarronada com tutu e frango caipira, suco de pitanga e muito bom humor para enfrentar a vida e o trânsito, são os meus votos.Z Au Revoir

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

CONVERSA PARA BOI DORMIR...

( ou a Gertrud é um porre!)

Ah, não. Não quero saber, não me fale, não quero ouvir, não quero pensar... Sabiá ali fora, inundando de sons a manhã de domingo e você quer que eu me preocupe com isso? Não, não dá. São apenas 8 horas da manhã, e já pensei na gripe suína, na desgraceira que acontece no Iraque e no Afeganistão, na fome da África, nos boatos de que o 13º salário foi suprimido em votação pela Câmara dos Deputados em Brasília, na merda que é a política nacional, no pré-sal e quejandos, nos discursos presidenciais, na eleição municipal que está chegando, na violência nas escolas, nas meninas que engravidam precocemente, as mortes no trânsito e ainda vem você com essa? Xô urubu, sai desatino, você quer é me enlouquecer, não é? Escute, a primavera vem aí, os sons e avisos se fazem notar, chegam com a brisa, já ouço a zoeira de risos em tardes, encontro de amigos, encontro de namorados, crianças brincando no Parque Ipanema, espuma e frescor deslizando pelas costas da gente no Parque das Cachoeiras...Arre, égua, como é que vou saber? Não sou adivinha, não sou arauto nem sibila, que conversa besta é essa? Larga do meu pé, me dá carta de alforria, me erra, me solta, me deixa! Filósofo não, tenha dó, detesto essas pessoas que empinam o nariz e dizem: -Nietzsche disse assim, disse assado-e eu com isso? Sabe como sou , uma macróbia teimosa que nem mula velha, eu não vou dar o braço a torcer, eu sou mais eu, tá pensando o que? Não me atormente mais, eu de-sis-to, vou para Pasárgada ou pro Tipiti, vou pro Olimpo procurar serviço como cozinheira de Zeus, qualquer coisa serve.Só não me amole mais, com esta história ridícula de querer saber a cor do cavalo branco de Napoleão, ou se Lula vai ler um livro algum dia! EU NÃO SEI E NÃO QUERO SABER! Vai catar coquim, Gertrud, você é a mascote mais chata que conheço! Sabiá aborrecida! ARA!
E nada mais digo! Humpf!


______________________________________________________________________
PONDERAÇÕES MINEIRAS
(Nena de Castro)

Mar, não temos.
Nossas ondas são as intensas idéias
libertárias
nas quais singramos os ventos
e defendemos Palmares.
É, não temos mar...
Temos montanhas
mistérios
minérios
mineiros
nessas Minas Gerais.

Mas há um consolo:
aqui, morrer na praia,
JAMAIS!

(LIBERTAS QUAE SERA TAMEN, sempre!)
_________________________________________

ZOOM – Nosso amigo Pedro Neves vai comemorar os 70 anos em sua fazenda em Antonio Dias. Na organização, Leila e os filhos Eliane, Marcos Valério e Cibele. O jeito é ir lá ajudar o Pedro a "empurrar o carro" Felicidades, grande Pedro! Z Abraços para as professoras Rosimar Martins Silva, Diacomele de Freitas Santos, do Colégio Batista de Ipatinga, e Elaine Ferreira Maciel Dias, da Creche Jardim da Luz, do Bom Jardim.Z Na Igreja Católica da Vila Ipanema, no sábado passado, Glenda Mafra casou-se com Adolfo Ribeiro. A parentela veio em peso prestigiar os noivos, inclusive a vovó Aparecida Senra Almeida, de Caratinga. Votos de felicidades desta colunista e família, para o jovem casal. Z Da redação do ENEM 2009, de um aluno preocupado com o meio ambiente: "a camada de ozonel..." Ai, meu Deus do céu! Outro escreveu " Paremos e reflitemos". O jeito é rir para não chorar! Z Hoje, o Coronel Klinger Sobreira lança em Ipatinga seu livro "Um Delegado de Capturas" Agradecemos o convite envido pela Capitã Marcinelli e desejamos sucesso ao Coronel Klinger, pessoa muito estimada nessa cidade. Z Fatinha, .Z Minha amiginha Débora festejou seus 9 anos no domingo, com um almoço preparado pela mamãe Mara e o pai Luis Paulo Fernandes.. Eu fui lá abraçar a menina, que se divertiu muito ao lado dos primos e amigos. Parabéns, Débora! Z Cumpadi Nini Rezende, a respeito de sua última crônica, a Bugra Velha, irmã de Lady Zeferina, tem uma frase lapidar:"Onde abunda, nada falta... Z Muito líquido, alho e cebola na alimentação beterraba e cenoura, entre outros legumes, eis as dicas dos nutricionistas para aumentar a imunidade do corpo e fazer frente à gripe suína Z Um abraço para a Cabo Shirlene Aparecida de Azevedo, nesta quarta.Z Um dia cheio de palavras boas, bênçãos, paz, música e sorrisos.. Música deToquinho, poemas da gaúcha Angélica Freitas, aquela Vaca Atoladinha em caldo cheio de pimenta do reino e cebolinha, hum... e muita paz, são os meus votos. Z Au Revoir

terça-feira, 1 de setembro de 2009

DE GALINHAS AFANADAS E POESIA...

De certa feita, na Defensoria Pública Municipal, atendi a um senhor já idoso, muito humilde, que queria a interdição do filho que o acompanhava. O documento se fazia necessário porque o rapaz, com mais de 30 anos, era como uma criança. Embora não fosse agressivo, fugia de casa, desaparecia por longos períodos, e a família, composta pelo pai e uma irmã, passava por grandes aflições. O documento de interdição era necessário para uma série de atos da vida cível, inclusive busca de tratamento e internação. Verificadas as condições do rapaz, que quase não falava, pedi o competente laudo médico, e dei entrada no processo. No decorrer do mesmo, veio o pai aflito atrás de mim: o filho devia comparecer perante o juiz criminal, acusado por furto ocorrido em outra Comarca. Peguei a cópia do pedido de interdição e fomos para a oitiva. Meu cliente era acusado de ter forçado a porta de uma venda, e subtraído dois cigarros e meia garrafa de cachaça .Ao ler nos autos que o acusado após o "crime" se assentara na calçada da própria venda, onde a polícia o encontrou, o juiz foi tomado por compaixão. Perguntou ao rapaz porque fizera tal ato e ele respondeu que estava com vontade de fumar e de beber e como a venda estava fechada, ele "abrira". O magistrado recebeu a cópia da interdição, e teceu comentários sobre a situação do réu, dizendo que ele nada mais era que um pobre coitado, totalmente incapaz e que certamente deveria ter apanhado e sofrido maus-tratos pelo acontecido. Um mês depois, o pai me procurou em prantos, dizendo que eu parasse com o processo; em mais uma andança, o filho fora atropelado por um carro perto da ponte metálica sobre o Rio Doce e falecera. Do jeito que as coisas corriam, no processo criminal em outra cidade, era bem provável que meu cliente fosse condenado, pois neste país, todos nós sabemos como é a justiça:pobre leva tinta, enquanto tubarão nada na Cote d’Azur! Tudo isso me veio à mente ao receber de um amigo, um e-mail contendo uma sentença exarada pelo então juiz Ronaldo Tovani, que vou mostrar para vocês. A sentença foi traduzida até para o espanhol e logo entenderão a causa. O juiz já se aposentou. Deus lhe conceda longa vida! E vamos lá:

"Em 16 de novembro de 1987, o então juiz auxiliar da Comarca de Varginha (MG), Ronaldo Tovani, recebeu em seu gabinete um processo referente a delito ocorrido no termo judiciário de Carmo da Cachoeira, praticado por um rapaz apelidado de "Rolinha", acusado do furto de duas galinhas.
Para absolvê-lo, exarou a seguinte sentença, redigida em versos:
Poder JudiciárioComarca de VarginhaEstado de Minas GeraisAutos nº 3.069/87; CriminalAutora: Justiça PúblicaIndiciado: Alceu da Costa, vulgo "Rolinha"
Vistos, etc…

No dia cinco de outubro do ano ainda fluente,
em Carmo da Cachoeira
terra de boa gente,
ocorreu um fato inédito
que me deixou descontente.

O jovem Alceu da Costa,
conhecido por "Rolinha",
aproveitando a madrugada,
resolveu sair da linha,
subtraindo de outrem
duas saborosas galinhas.

Apanhando um saco plástico
que ali mesmo encontrou,
o agente muito esperto
escondeu o que furtou,
deixando o local do crime
da maneira como entrou.

O senhor Gabriel Osório,
homem de muito tato,
notando que havia sido
a vítima do grave ato,
procurou a autoridade
para relatar-lhe o fato.

Ante a notícia do crime,
a polícia diligente
tomou as dores de Osório
e formou seu contingente,
um cabo e dois soldados
e quem sabe até um tenente.

Assim é que o aparato
da Polícia Militar,
atendendo a ordem expressa
do delegado titular,
não pensou em outra coisa
senão em capturar.

E depois de algum trabalho
o larápio foi encontrado
num bar foi capturado.
Não esboçou reação,
sendo conduzido então
à frente do delegado.

Perguntado pelo furto
que havia cometido,
respondeu Alceu da Costa,
bastante extrovertido:
"Desde quando furto é crime
neste Brasil de bandidos?"

Ante tão forte argumento
calou-se o delegado,
mas por dever do seu cargo
o flagrante foi lavrado,
recolhendo à cadeia
aquele pobre coitado.

E hoje passado um mês
de ocorrida a prisão,
chega-me às mãos o inquérito
que me parte o coração.
Solto ou deixo preso
esse mísero ladrão?

Soltá-lo é decisão
que a nossa lei refuta,
pois todos sabem que a lei
é pra pobre, preto e puta…
Por isso peço a Deus
que norteie minha conduta.

É muito justa a lição
do pai destas Alterosas.
Não deve ficar na prisão
quem furtou duas penosas,
se lá também não estão presas
pessoas bem mais charmosas.

Desta forma é que concedo
a esse homem da simplória,
com base no CPP,
liberdade provisória,
para que volte para casa
e passe a viver na glória.

Se virar homem honesto
e sair dessa sua trilha,
permaneça em Cachoeira
ao lado de sua família,
devendo, se ao contrário,
mudar-se para Brasília!!!

P. R. I. e expeça-se o respectivo alvará de soltura.
Ronaldo Tovani –Juiz de Direito

Olhem a sabedoria do magistrado! E nada mais há a dizer!
______________________________________________

ZOOM – Abraços para Edersoni Souza, Maria Natividade Varela, Teresa Pedra, Eloer Magalhães, Divany Oliveira, Cláudio Lobato e Tânia Oliveira Terra, nesta terça. Z Outro dia, vi pela TV a um encontro entre Caetano Veloso e MV Bill, que já esteve em Ipatinga. O rapper está colocando sons de violino e saxofone em suas criações e o resultado é surpreendente. Z Abraço especial para a mestra Maria Flor de Maio, da PUC- Betim, cujo nome, deixei de citar, por engano, na última coluna. Z Sabem o que o que vai dar (ou já deu) a apuraçao da Dilma do COLINA com a secretária Lina? N-A-DA! Z Aconteceu em Salvador um mega Encontro de Contadores de Histórias, com gente do mundo todo. Não , não fui, já voltei ao serviço e além disso, o meu prezado marido vai se divorciar de mim se eu for a dois eventos no mesmo mês. Z Na crônica à Rainha Elizabeth, deixei de colocar o pedido para que ela mande comprar óculos para os agentes da Scotland Yard, afim de que enxerguem melhor e não atirem em imigrantes, como Jean Charlles, "pensando que era um terrorista"! Pois sim!Z Muito saúde e alegria para Marli e Paulo Nascimento.Z Um dia lindo e róseo, com estrelinhas douradas e chuvisco colorido, música de Caetano, poemas de Ana Cristina César, e um angu à baiana com tudo que a gente tem direito, inclusive pimenta malagueta e senso de humor pra acompanhar as politiquices do Brasil, são os meus votos.Z Au Revoir